Picardia Cabotina
   BLOG "FORA"

TCC e muitas outras coisas. Não dá pra voltar a este blog. Vou ficar off até essa maré passar.

Desejem-me sorte.



Escrito por Valmir Junior às 23h04
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   ENQUANTO ISSO, LOST

Se tem um seriado que eu amo é o LOST. Porra, vi o DVD dos extras da Segunda Temporada: é tudo. Vou postar sobre os DVDs de LOST ainda. Se tem uma trilha sonora que eu gosto é a do LOST.

Michael Giacchino, o cara que faz a trilha, é muito inteligente. Ele consegue tirar uns sons de violinos que arrepiam. E tem tudo a ver com a série. Ele é o mesmo que fez Os Incríveis e deu aquela atmosfera As Panteras (falo da série original, não se engane) para a trilha do desenho e foi muito legal.

Agora, na trilha de LOST, com aqueles violinos distorcidos, os violoncelos altos, a percussão... Enfim, baixe na Internet. Preferidas minhas do Giacchino para LOST:

  • Win One For The Reaper: é linda, só piano e tem uma versão com acompanhamento de orquestra, chamada Life and Death, essa última que toca assim que Boone (Ian Sommerhalder) morre e nasce Aaron.
  • Getting Ethan: preciso explicar? 
  • World's Worst Beach Party: tocada no piloto para aquela correria do Jack (Matthew Fox) salvando as pessoas assim que o avião cai.
  • Locke'd Out Again: aquela do Locke (Terry O'Quinn) gritando na escotilha após a morte do Boone.

Dica: na net rola uns trechos da série que não tem no CD da trilha de LOST. Tem vários, tem inclusive o edit da cena do Locke na escotilha e uma outra que é bem legal. É La Mer, a música francesa que Shannon (Maggie Grace) canta para Sayid (Naveen Andrews). Porra, foda.

P.S.: Difícil achar a trilha da segunda temporada.



Escrito por Valmir Junior às 01h07
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   DA SÉRIE TCC (2)

Sem tempo pra postar algo sobre teatro, falo do meu TCC então. É isso, leia.


TERMINAMOS O ENSAIO DE MODA!!!!!!!! PORRA!!!!!!!!!! DU CARALHO!!!!!

14.09.2006 - quinta-feira

Encontrei o Gustavo na Pedra Grande do MASP, não sem antes comprar um livro de um artista louco que ali estava. Vai, ele é melhor na poesia do que na prosa. Depois doideira pra achar a assessoria da Levi's na Al. Lorena. Achamos correndo. Fomos pegar as roupas na FOCH. E certa pessoa, eu, fez o favor de não levar o endereço. Graças a Tsuji conseguimos. Depois, casa da Fê, rosca doce e yakissoba, fora o Playstation 2 com controle em forma de tambor, pega Gabi no metrô Saúde e muita conversa na cozinha.

15.09.2006 - Sexta-feira

Madrugada. Barulhos. Barulho de carro. Um grito. O meu grito. Gustavo, esse barulho é do seu carro? Todos de sobressalto pra abrir a janela. E não era o dele. Que bom. Que merda. Era madrugada. Acordamos, café, arrumação, check list, trânsito. Chegamos em cima do horário. O modelo chegou logo depois. E às 11h, a fotógrafa. Começo tenso, mas depois relaxamos. A fotógrafa, a Cíntia Sanches, formada na ECA, arrasou. E o Márcio Honório, o modelo, também deu conta do recado. Findo. Trânsito. Casa. Meu grupo é foda.


De resto, pra não dizerem que não falo de atores, uma frase do Charles Chaplin pra coroar o final-de-semana:

Um dia ainda vou interpretar Jesus Cristo. Fui feito para o papel. Sou parecido com Ele, sou judeu e sou um comediante. Além disso, sou ateu, o que me permite ver o personagem com objetividade.



Escrito por Valmir Junior às 23h51
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   DA SÉRIE MERDAS

Na falta de tempo para postar qualquer coisa, posto sobre o meu TCC, posta a correria que está sendo fazer uma revista para homossexuais.

13.09.2006

Uma cagada grande. Terminei meu namoro por causa dela. Muito ônibus e tróleibus para chegar à Nestlé na Berrini e rumar ao Shopping D&D para findar a relação. Foi horrível. Juntei os cacos sozinho no McDonald's da Henrique Schaumann. Comi um n°1. Andei até o apto. da entrevistada do dia: Thereza Piffer. Não estava. Esperei 30 minutos. Peguei o ônibus e fui à facul, tinha orientação. SMS do orientador: "não poderei ir hoje à orientação". Fui assim mesmo. Acertamos os detalhes do ensaio de moda. E meu pensamento longe. Chorei umas três vezes. Uma sozinho no Mc, outra com a Tsuji e outra nos ombros do Igor.

Resumo: quando a merda pula pra fora do vaso, não adianta pegá-la com a mão.



Escrito por Valmir Junior às 23h50
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   DA SÉRIE TCC (1)

Tô em TCC. Tá uma correria. Meu TCC é uma revista cultural para homossexuais, sem apelo pornográfico e panfletagem. Tá uma correria. Como eu estou sem tempo pra blogar direito por causa disso, resolvi descrever meus dias de correria pelo TCC. Bem estilo "meu diário", mas uma coisa assim, assim, tipo assim, entendeu?


Dia 12/09/2006

Entrevista com a Rachel Araújo na ECA às 19h. Saí da CEF às 16h. Ônibus, trem, metrô, outro ônibus pra USP. Descobri que quem anda em ônibus é parasita. Ou foi possuído por um. É que todo mundo no ônibus tem cara de diarréia. Inclusive eu.

Desci no ponto errado na USP. Tive que atravessar a reitoria + praça do relógio e ainda errei. Cheguei no instituto de Psicologia. Quase me internaram. Cheguei à ECA depois que parei pra perguntar no Instituto de Ciências Hidráulicas (oi?).

Entrevistei a Rachel. Ela foi super gente-fina. Fui à biblioteca da ECA pegar a tese da Rachel pra xerox. Parece ser interessantíssima. "O fio do novelo". Fala da Pré-Atuação do ator. Fodida a tese, que nem o Ivam Cabral me disse. Não consegui. 24 reais a xerox. Eu tinha 10. Não tinha Banco 24 Horas. Correção: tinha, mas só nos bancos interligados. Não tinha caixa avulso. Me ferrei. A Caixa não deixa tirar $$$ se não for do caixa Banco 24 Horas.

Voltei de Urubupungá. 50 minutos da USP até São Bernardo. Ainda falei com Tsuji sobre o ensaio de moda na sexta. Isso, ensaio de moda, você leu direito. Estamos com medo. Mas vai dar certo. Pra completar o dia fui à Blockbuster devolver o filme A Passagem (muito bom!), com o Ewan McGregor e a Naomi Watts. Eu tinha pego no dia 7 e me esqueci. Hoje é dia 12. 22 reais a menos. Quase o preço da xerox. É, Deus realmente escreve por linhas tortas.

Concluindo: porra, que falta que faz um carro! Caralho! Outra conclusão: quem estuda na USP só pode viver de ar. Como aquele pessoal trabalha?



Escrito por Valmir Junior às 23h41
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ONTEM AO LUAR, de Vicente Celestino

Ontem ao luar
Nós dois em plena solidão
Tu me perguntaste
O que era dor de uma paixão
Nada respondi
Calmo assim fiquei
Mas fitando o azul do azul do céu
A lua azul eu te mostrei
Mostrando a ti dos olhos meus correr senti
Uma nívea lágrima e assim te respondi
Fiquei a sorrir por ter o prazer de ver a lágrima nos olhos a sofrer

A dor da paixão não tem explicação
Como definir o que só sei sentir
É mister sofrer para se saber
O que no peito o coração não quer dizer

Pergunto ao luar travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
Pergunto ao luar do mar a canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão?

Se tu desejas saber o que é o amor
Sentir o seu calor
O amaríssimo travor do seu dulçor

Sobe o monte à beira-mar ao luar
Ouve a onda sobre a areia lacrimar
Ouve o silêncio a falar da solidão
De um calado coração
A penar a derramar os prantos seus
Ouve o choro perenal a dor silente universal
E a dor maior que a dor de Deus

Se tu queres mais
Saber a fonte dos meus ais
Põe o ouvido na rósea flor do coração
Ouve a inquietação da merencória pulsação
Busca saber qual a razão
Porque ele vive assim tão triste a suspirar
A palpitar em desesperação
Na queima de amar de um insensível coração
Que a ninguém dirá no peito ingrato em que ele está
Mas que ao sepulcro fatalmente o levará



Categoria: Outras Artes
Escrito por Valmir Junior às 00h31
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   HOY - CUMPLEAÑOS

Eu ia falar de O DILEMA DO ATOR E SUA CHAMA SEMPRE ACESA EM TODOS OS ESPETÁCULOS, né? Essa era a idéia.

Mas a pessoa é tão lesada que esqueceu que HOJE é aniversário dela. Hoje. Eu. 25 anos.

Então deixa pra semana que vem. Porque eu vou conversar com uma especialista no assunto, a Rachel Araújo. Daí eu trago coisas fresquinhas. Uhhhhhhhhhhh...

Deixa eu comer meus brigadeiros.



Escrito por Valmir Junior às 18h39
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ALTOS E BAIXOS

Estamos no Teatro Conchita de Moraes, onde a Escola Livre de Teatro de Santo André reinava absoluta. Ali apenas os espetáculos da ELT e convidados por ela é que se apresentavam. E era assim: sempre grátis. E nós somos o primeiro grupo que passou no edital do Conchita a cobrar ingresso, mesmo que seja R$5,00 a meia-entrada.

No sábado, 2, amargamos 3 pessoas. Difícil. Não fizemos. Falamos com as pessoas e demos ingresso para o restante da temporada, que vai até o dia 17. E por respeito ao público. Sabemos que teria mais gente sentada do elenco do que da platéia. Constrangedor para eles. É porque o público se senta ao nosso lado, no quadrado de cadeiras. Então, é uma coisa que teríamos que pensar. Pensamos e decidimos por voto e por bem não fazer o espetáculo. Pode soar anti-profissionalismo, mas não era. Consideramos o público. Eu já apresentei para duas pessoas e fiz muito bem, obrigado. Nunca tive medo disso.

No domingo, 3, 15 pessoas nos assistiram. Foi legal pacas. O ritmo estava ótimo, os atores estavam dando o melhor, o Amores Dissecados tava 10. E seguimos aí, na luta. Na temporada até dia 17.

Imagine ter que carregar todas as 35 cadeiras que usamos para acomodar o público, da UMESP até o Conchita e na segunda do Conchita até a UMESP. Imaginou? Agora imagine três carros cheios de cadeiras. Imagine dirigindo nesse carro, sem ver no espelho retrovisor e no espelho da direita. Imaginou? Essa foi nossa epopéia para apresentar dois dias de Amores. Teatro amador é tudo, mas é uma merda também. Disse o Marcos: "Nosso próximo espetáculo será em palco italiano, sem cenografia, sem figurino". Sem figurino? "Isso, nu. Todos nus!".

A parte mais legal foi a que nós exercitamos nos aparatos circenses da ELT. Muito legal. Putz, fenomenal. E eu descobrindo que eu sei fazer o pulo do gato, porra. E eu vôo no pulo, cara! É aquele que você sai correndo e pula para cima, esticando o corpo todo, voando, e cai numa cambalhota. Caralho, meu!!!

Em contrapartida, na corda, não sou muito bom. Mas já sei fazer esquadro! Yupi!!! Mas eu queimei o dedo do meio. Mó rombo. Parece uma cratera no meu dedo.



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 17h55
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AS NOVE PARTES DO DESEJO

As Nova Partes do Desejo é um daqueles espetáculos distantes, que só te pegam quando você é generoso. Porque apenas com doses de generosidade é que se consegue entender, vislumbrar, resignificar o Universo daquelas vidas sofridas de iraquianas.

O texto de Heather Raffo traz uma série de iraquianas que contam sobre suas vidas: há a artista plástica, a mulher que mora em Nova York, a vendedora, a enfermeira; são várias. Dizem que Heather, quem escreveu e atuou no espetáculo original, foi bárbara. Não é o caso agora, com Clarisse Abujamra.

A atuação de Abujamra é fraca, destituída de emoção, salvo algumas partes, enquanto a direção de Márcio Aurélio é imprecisa. O texto não encontra eco na interpretação. Algumas cenas são muito belas, reverberam nos tapetes da cenografia, como, por exemplo, a cena em que a iraquiana vai dizendo os nomes de seus parentes, dos parentes que ela ama. Em alguns momentos, como a vendedora, Clarisse consegue realmente construir uma personagem que traga a platéia para seu mundo.

Entretanto, o espetáculo como um todo não trabalha para aproximar esta platéia brasileira à história das iraquianas, suas vidas perdidas, seus sofrimentos sem fim, suas necessidades, anseios, desejos. A fragmentação, o pesar das cenas, de seus silêncios redobrados, dos andares intermináveis de Clarisse e da metáfora desgastada das velas sendo apagadas, dos tapetes desenrolados, tudo não contribui para este espetáculo.

Muito irregular, com falhas de interpretação. Nove mulheres talvez dariam conta do recado. Clarisse sozinha não consegue. Necessário remendos e a consciência de que certas cenas trazem mais do que outras, portanto, favor puxar a energia dessas para melhorar as restantes. Ou cortá-las. Diminuir o espetáculo. O público agradece.

As Nove Partes do Desejo. Com Clarisse Abujamra. Direção: Márcio Aurélio. Texto: Heather Raffo.



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 22h33
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CORRE-CORRE

Nessa sexta-feira tem uma peça da Clarice Abujamra para assistir. Irei blogar a resenha aqui também. Será no SESC Santo André. Estou indo por convite do Marcos, pura e simplesmente. Vou contar com o elemento surpresa dessa vez. Uhhhhhhhh, que meda!

E a partir do sábado começa Amores Dissecados no Teatro Conchita de Moraes em Santo André. Temporada em Setembro todo, sábados e domingos. ÊÊÊÊÊÊÊÊ, mais trabalho!!!

O Homem-TCC agora se torna também o Homem-Temporada. Vai lá ver o Homem-TCC-Temporada e os Amores Dissecados!



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 21h47
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O ANJO DO PAVILHÃO CINCO

Quando você sai de um espetáculo com dor no rosto, de ter levado um belo tapa, de terem esfregado em você aquele pano sujo com grande ardor, de fazer você se sentar de um jeito e levantar-se de outro, eu sempre digo: esse é o espetáculo.

 

O da vez se chama O Anjo do Pavilhão Cinco. O projeto Bárbara Ao Quadrado traz duas versões do conto Bárbara, de Dráuzio Varella, escritas por dramaturgos diferentes. A primeira, escrita por Aimar Labaki, resultou na encenação deste O Anjo.

 

A peça versa sobre o travesti Bárbara (Ivam Cabral), apaixonado pelo encarcerador-geral do Pavilhão Cinco do Carandiru, Xalé (Darson Ribeiro), que a protege. Entretanto, com a entrada de Galega (Maria Gândara), outra travesti, porém operada, o cenário muda e Bárbara se vê às voltas com a perda de seu amor e a falta de proteção. É quando ela encontra em outro preso a forma de revidar e de provocar ciúmes: Faustino (André Fusko).

 

Desde o seu início, o espetáculo cria no espectador uma sensação claustrofóbica - o clima tenso de um presídio trazido para as paredes do Espaço dos Satyros II – estendida pela trilha sonora pesada de Ricardo Cunha e a iluminação de contrastes fortes de Lenise Pinheiro. Entretanto, é a direção de mão forte de Emílio Di Biasi frente a seu elenco que se sobressai. Di Biasi não faz concessões a pieguices: entrega ao público um jogo de cão e gato tão intenso, por vezes enterrando as unhas em quem assiste, sobressaltando o espectador de forma que permaneça acordado diante de tanto sofrimento.

 

O texto só concede folga quando permeia o caminho da poesia – Aimar Labaki constrói a tensão em meio aos dilemas do desejo irrefreável do homem, da dicotomia travesti/mulher, do joguete de poderio incessante e das leis que não vigoram aqui fora, mas que são certas e impiedosas lá dentro.

 

Até aqui, pelos aspectos técnicos, sabe-se que o espetáculo é de uma proeza incrível. Mas ainda resta coroar com a interpretação dos atores, sobretudo a de Ivam Cabral, que retrata o travesti Bárbara com a dignidade de heróis nordestinos, qual uma Vitória de Vidas Secas transformada em travesti. O percurso de Cabral, desde seu gestual até as nuances de transformação de mulher em homem e homem em mulher, dignifica a personagem, mesmo que encontremos nela o viés de escarro, de nojo. Sua partitura varia dos “S”s puxados, artefato lingüístico empregado por travestis para glamourizar seus falares, e o sotaque levemente “nordestinado”, com certa inflexão masculina, quando está fora de si, além da dublagem, típica de drag queens – esses detalhes que transformam a personagem em algo palatável, tão tangível quanto uma pessoa que encontramos por aí. Do restante do elenco, sobressaem-se Maria Gândara, no contraponto de Bárbara, o travesti-mulher, e André Fusko com seu Faustino, retrato do presidiário comum, aquele que clama não ter tido muita culpa pelo o que fez, de justificativas na ponta da língua.

 

A arquitetura do espetáculo coloca o público numa sinuca de bico, impondo-o a enfrentar aquela realidade nada digerível, mas muito crível: sabemos que é assim, que assim acontece, mas viramos o rosto. O Anjo do Pavilhão Cinco não nos deixa virar, prende o nosso pescoço, dá-nos um torcicolo e puxa-nos as pálpebras, naquela uma hora e dez de arrebatamento.

 

A indiferença pode até se instalar alguns minutos depois de findo o espetáculo, pois o público quer mais é esquecer o que viu, de tão lascada que ficou sua percepção do mundo após assistí-lo. Mas por debaixo de nossos mecanismos psicológicos de negação, o consciente arquiteta a transformação de nosso olhar através daqueles anjos infernais, para atingirmos uma melhor consciência. Objetivo cumprido.

 

O Anjo do Pavilhão Cinco. Direção: Emílio Di Biasi. Elenco: Ivam Cabral, Darson Ribeiro, André Fusko, Maria Gândara e Fábio Penna. Iluminação: Lenise Pinheiro. Trilha Sonora: Ricardo Cunha. Duração: 80 minutos. Onde: Espaço dos Satyros II, Praça Roosevelt, 124, Consolação, São Paulo-SP. Quando: Segunda à quarta, 22h30.



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 11h16
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IVAM CABRAL

Conheci ontem, segunda-feira, ao vivo, o Ivam Cabral. Gente boníssima. Ele me deu entrevista, no Espaço dos Satyros Dois, antes de seguir para se aquecer. A entrevista é para a minha matéria a respeito de Teatro Sensorial, para o meu TCC, a revista BE, direcionada aos homossexuais.

 

O Cabral ainda se apresentava à noite com O Anjo do Pavilhão Cinco. Ele interpreta o travesti Bárbara, baseado num conto homônimo do Dráuzio Varella. Finda a entrevista - por sinal muito bem articulada por ele - eu disse que assistiria à peça, apesar de saber que seria uma correria para chegar a tempo no Brás para pegar o último trem rumo a Santo André. O espetáculo começava às 22h30, em plena segunda-feira. Só no Satyros mesmo.

 

Fui à bilheteria e a atendente me disse que eu tinha sido convidado pelo Ivam. Fiquei super feliz. Pra mim, foi sincero e generoso o gesto dele. Ele sabia que era um TCC e mesmo assim deu uma entrevista ótima; fiquei embasbacado com a simplicidade. E ainda depois me deixou entrar como convidado. Singelo, mas poderoso.

 

Daí veio o espetáculo, que me arrebatou. Tão simples como. E totalmente arrebatador. Dele eu falo no próximo post. O que eu quero registrar aqui é a humildade e simplicidade do Ivam Cabral. É um grande ator sem dúvida, já disse o Paulo Autran e disseram muitos por aí. Eu endosso. Como diz o meu diretor Marcos Lemes: Quem não arrasa na vida, não arrasa no palco. Não é o seu caso, Ivam.



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 15h58
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O QUE TE INCOMODA?

Não sei ao certo. Tanto me incomoda. Tanta coisa me diz que não deveria ser. Tanto-tanta me sussurra que deveria ser extirpado. Como disse o Antônio Araújo ao Marcos Lemes, meu diretor, e o Marcos pára nós no Teatro Insano: "O que te incomoda é o que te move". E nós, começando mais um processo criativo para a criação de um novo espetáculo, temos que responder a essa pergunta, para dar o START.

O que me move? O que me incomoda? Posso fazer uma listinha.

  • Meu trabalho atual;
  • Minha condição financeira;
  • Minhas relações familiares;
  • Opa, tô falando um pouco demais do pessoal;
  • Porra, não dá pra fazer uma peça sobre mim?
  • Puta, será que tô exercitando meu ego agora?
  • Melhor voltar pro questionamentos.

É muita coisa me incomoda. Ah, a pergunta é sobre o que me incomoda como artista... AHHHHHHHHHHH... Ninguém avisa. Aí não dá. Então tá, outra listinha:

  • Incomunicabilidade entre as pessoas;
  • Confusão do conceito de amor;
  • Relações de poder entre esses seres humanos;
  • Pequenos pensamentos existencialistas do nosso dia-a-dia;
  • Hipocrisia;
  • Relações humanas "não-humanas";
  • O conceito de sexo.

E mais. Tem muita coisa mesmo.



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 14h03
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GROTOWSKI

TEATRO É ENCONTRO, disse esse cara, o Gro (muito íntimo o Gro, kkkkkkkkkkk). Ele tava certo. Só falta os atores em geral exercitarem mais o encontro fora dos palcos.

Semana que vem tem o Brook em Sampa. Lê , ó. E as pessoas: OHHHHHHHHHHHH... Não sei até onde isso vale. Mas é Brook, tudo bem, o cara já virou mito. O espetáculo se chama Sizwe Banzi Está Morto. Será no SESC Anchieta, de terça a quinta, na semana que vem.

Não sabe quem é Peter Brook? Mira acá, señor/señorita. E exercite seu inglês...



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 19h05
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NOSSOS PRÊMIOS!

Da esquerda para a direita: Alberto Cataldi (Beto), Fernanda Tsuji (Fê), Eu (Valmir Junior), Flávia Davanzzo (Flá), Ricardo Schers (Schers) e Marcos Lemes (Marquette)



Categoria: Teatro
Escrito por Valmir Junior às 11h55
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